Você está aqui
Principal > PC > The Witcher 2: Assassins of Kings – Review

The Witcher 2: Assassins of Kings – Review

A continuação da saga do Gerald de Rivia é tudo que uma sequencia deveria ser, ou seja, tudo que tínhamos no primeiro só que duas vezes melhor.

E essas melhorias se veem já na tela título que traz um cuidado todo especial e já prepara o jogador para o épico a seguir.

E para já mostrar uma bela comparação, entre o primeiro e o segundo jogo, e deixar bem claro que isso é uma sequência, o princípio do game é exatamente o do primeiro, ou pelo menos um pequeno prólogo, no qual se vê a berrante diferença gráfica e de animação entre eles.

Essa melhoria é toda mérito do estúdio CD Projekt RED que desenvolveu e evoluiu essa engine proprietária, a RED, poderosíssima, e na qual o trabalho de lapidação foi bem grande e perceptível até para quem não manja nada. Dá uma olhada.

[nggallery id=45]

Após apanhar o seu queixo que caiu, é hora de irmos adiante, pois nem só de belos gráficos é feito um grade jogo.

A arte por trás desses deslumbrantes cenários e personagens merecem muito crédito também.

[nggallery id=46]

E no caso de The Witcher, os gráficos e a arte são apenas um suporte para uma trama cheia de personagem e lugares maravilhosamente bem desenvolvidos.

Mais é fato, que até para mim, que já estou bem acostumado com belos gráficos, o trabalho feito no The Witcher 2 me deixou muito impressionado, principalmente com a iluminação, que é de deixar qualquer um, mais qualquer artista, deslumbrado, tentando ser bem sintético eu diria que é: uma pintura viva e interativa.

E quando se soma tamanha beleza a uma jogabilidade fluida e fácil, dificilmente teríamos um jogo ruim.

Mas The Witcher é muito mais que um jogo bom, é uma obra magistralmente bem dirigida e interativa, com muitos caminhos de roteiro, muitas decisões que afetam a trama e os personagens.

Pra mim o ponto alto do game é o fato de a história, que é narrada, não ter aquela velha babaquice de bem e mau. Nada é preto ou branco quando lidamos com o ser humano, ninguém é bom ou mau, todos temos atitudes que podem ser interpretadas como boas e más.

E no universo no qual se passa The Witcher, ai sim é que esse esquema de bem e mau não tem o mesmo significado. Pois o game se passa num período medieval, no qual o feudalismo impera, e sabemos que não existe esse negocio de rei bonzinho, ou governante gente boa. E num mundo fantástico com Elfos, anões, feiticeiras, dragões e criaturas míticas, a coisa é bem mais complicada. Temas como preconceitos, valores morais, sexo, drogas, traições, violência e ambição, banhados em muito sangue e aventura, é que temos o pano de fundo para uma belíssima trama adulta.

E para dar um bom exemplo de como a coisa é bem trabalhada, chegamos ao ponto de que a Playboy da terra natal do game, teve a personagem Triss Merigold na capa, devido ao belo trabalho de arte dos modeladores e principalmente, pela personagem ser pra lá de envolvente no game.

Playboy Polonesa com Triss Merigold

Bem, se você ainda não tinha notado que se trata de um jogo adulto, acredito que agora já não reste dúvidas.

Mas vamos deixar os detalhes da trama para que vocês possam saborear no game.

Vamos falar um pouco da jogabilidade, que em relação com o primeiro está muito simplificada, rendendo combates mais fluidos e dinâmicos, e que são muito afetados pela construção do personagem.

E nesse aspecto também foi bastante simplificado, e ganhou uma mandala bem mais simples de se gerenciar, e que facilita a escolha dos atributos, podendo inclusive usar mutágenos em algumas, o que dá ao jogador um leque enorme de possibilidades, e tornando o personagem muito próprio de cada jogador.

Mandala de habilidades

Assim como no primeiro The Witcher, as espadas fazem bastante diferença na jogabilidade, sendo que nesta versão, temos muito mais modelos de espadas, e de armaduras.

Nesse ponto o game evoluiu muito bem, pois temos vários modelos de armaduras, e a possibilidade de adicionarmos itens especiais, tanto nas armaduras quanto nas espadas, como runas para obtermos muitas combinações de poderes e acréscimos de habilidades.

Sem falar que temos um número enorme de poções e mutágenos que podem ser usados para confrontos e momentos específicos, armadilhas, bombas, e claro, os poderes dos elementos.

Tudo isso da ao The Witcher 2 um leque de jogabilidade que poucos games são capazes de se aproximar. Isso tudo apenas na batalha!

Na parte de RPG, temos uma grande quantidade de NPCs, com os quais se pode interagir, muitas sidequests, e ações variadas para tomar nas respostas para com os NPCs.

Todas as respostas trazem consequências, algumas positivas outras negativas, isso vai variar bastante de com quem se está falando, e como você esta falando com ele; se agressivo, simpático ou usando feitiços de controle da mente.

Não serão poucas as vezes que você terá que decidir se mata ou salva alguém, se aceita ou não um presente, tudo por que essas ações trazem consequências.

Essas consequências e seus resultados  geram um grande fator replay. Desenvolver um Gerald de Rivia com habilidades e atitudes diferentes também motivam bastante. O jogo é bem mais curto que seu antecessor, porém eu já joguei mais de 61 horas nele, e vou voltar a jogar mais um bom bocado, pois quero fazer jornadas diferentes e experimentar outros finais.

Top