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Assassin’s Creed: brotherhood

Assassin’s Creed: brotherhood foi uma surpresa, e muito impressionante desde seu anúncio, e deixou todos extasiados com seu primeiro trailer, no qual já se vê as irmandades que se apresentam para dar significado ao titulo, e encher de expectativa para essa nova e inimaginável possibilidade de jogabilidade, tendo parceiros em um grande plural.

Com o anúncio do Assassin’s Creed Brotherhood, veio também o de uma mídia a mais que expandiria o universo da série, a HQ, feita pela Wildstorm, estúdio do senhor Jim Lee, parte da DC Comics e responsável pelo Visual do DC Universe e Batman Arkhan Azilum, e a exemplo dos curtas do Lineage, a HQ também nos apresenta um novo protagonista, e desta vez a crônica se desenrola nas gélidas terras russas.

Assassin’s Creed: The Fall é protagoniza por Nikolai Orelov, descendente de “Ezio Auditore da Firenze” que lutará contra a revolução russa (que deu origem a URSS) e terá figuras históricas como Nikola Tesla, Nicholas II e Alexander III, e outros deste periodo. E como é de se esperar, a HQ traz mais uma surpresinha, o personagem “Daniel Cross”, que estará na posição que nos jogos temos o Desmond, e o mítico Sujeito 16. Seria essa a preparação para um Assassin’s Creed sem Desmond?

Daniel Cross

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Mais em relação ao game, um fato interessante a citarmos é a surpresa da data, um grande ponto que tem tornado a série ainda mais cultuada pelos seus fãs. O fato da Ubisoft vir lançando desde o Assassin’s Creed 2 um game a cada fim de ano, um verdadeiro presente de natal que tem deixado uma certeza, se continuar assim, e com a qualidade que tem saído cada título, essa é uma série que não vai cair tão cedo. Regularidade essa, que parece já estar garantida para o proximo Assassin’s Creed em novembro de 2011.

Tem outro fato interessante que notei, essa regularidade dos lançamentos dos títulos da série, causou muita confusão na mídia especializada e nos fãs, pois com o lançamento do segundo, a pergunta obvia, e a mais repetida foi: E ai, quando sai o 3?, E prontamente a resposta era: Não antes de 2011!

E dito isso todo mundo ficou meio triste, mais consciente de que um jogo bom como o Assassin’s Creed 2, leva tempo para ficar pronto, e uma história tão bem escrita não é fácil de se fazer.

Mais ai veio pouco depois o anúncio de um novo Assassins Creed, previsto para novembro de 2010, e todos pensaram se tratar do Assassin’s Creed 3, mais, porque a Ubisoft teria mentido? Como eles tinham produzido um jogo com tanta velocidade?

Atingida por tais questionamentos a Ubisoft esclareceu: o jogo que seria lançado não seria o 3, mais sim o Assassin’s Creed Brotherhood, que continuaria a crônica do segundo jogo, e seguiria a história de Ezio alditori.

E logo a mesma pergunta de antes foi feita quanto ao lançamento de Assassin’s Creed 3, e a resposta foi: Em 2012.

Mas vamos ao Assassin’s Creed Brotherhood, que já deixou todos de calça arriada, por ser lançado tão rápido e já demostrar de cara que seria melhor e mais bem produzido que o antecessor, e que o aparente curto período entre os games, não seria um empecilho, já que a historia deste já estava pronta, e seguiria exatamente do ponto onde o primeiro tinha parado, e que a proximidade entre os lançamentos era uma estratégia para manter a historia fresca e pulsante na mente dos gamers.

A expectativa de quem jogou o Assassin’s Creed 2, e foi arrebatado por um final extremamente impressionante, não era nada modesta para a sequencia da história, e após ver tamanha evolução em tudo que compunha o game e a jogabilidade, era difícil imaginar evoluções significativas para uma sequencia, mas…

A Equipe de desenvolvimento mais uma vez se superou em todos os quesitos, e mais uma vez elevaram a barra de melhorias além do esperado.

A começar pela historia, que de tão rica no game anterior, cheia de conspirações e personagens carismáticos, não se imaginava que numa continuação, o Ezio chegaria a passar por provações maiores que as já vividas, e que personagens tão carismáticos pudessem surgir, ou mesmo serem retirados da trama, mas…

A nova trama já demostra nos primeiros minutos do jogo, que tudo que Ezio passou até aquele ponto, só serviu para prepara-lo para o que estava por vir.

A evolução de Ezio, do jovem mostrado nos curtas do Lineage e no principio do Assassin’s Creed 2, para o homem maduro que termina o jogo no 2, entregam o personagem com a maturidade e experiência que essa nova saga precisa.

Assim como no game anterior, grandes nomes históricos estão presentes, tanto do lado Assassino quanto Templário.

Sendo o mítico Maquiavel um dos destaques ao lado de Ezio nessa jornada, e no clã templário Rodrigo Borgia, ou Papa Alexandre VI, se preferir, se apresenta acompanhado de sua histórica família.

Vários personagens já conhecidos do jogo anterior dão as caras nessa nova empreitada de Ezio, mas vou deixar a surpresa para vocês aproveitarem.

No quesito jogabilidade, o game apresenta um aperfeiçoamento considerável, principalmente nas batalhas, que deixam bem claro que Ezio é um grande assassino, isso de forma literal, já que após matar seu primeiro inimigo numa luta contra vários, desencadeia-se uma sequencia de ataques letais que pode ir ao infinito, se não for interrompida.

Novas armas e novos itens, para ampliar o leque de jogabilidade e possibilidades de solução dos desafios, afinal é um Sandbox, então se espera que se possa escolher como resolver as missões com liberdade. Fator esse que vejo sempre ser esquecido por quem não entende o gênero “Sandbox”, e não sabe usar de estratégia, inteligência e criatividade, na solução das missões, mas para esses indivíduos, o Brotherhood traz umas propostas bem interessantes que desafiam os gamers a ir além do “prático”, ou “obvio”.

O que não impede que o jogador use sempre a mesma estratégia pra tudo, afinal, cada um com seu jeito, ou falta de jeito.

A mecânica de sincronismo desafia o jogador a ser o Ezio, ou seja, para se ter 100% de sincronia, tem que fazer o que ele fez, e como ele fez, seja na velocidade, esperteza, habilidade ou discrição.

Além disso ainda tem os desafios propostos pelas guildas dentro do jogo, que não são obrigatórios para a crônica mais que colocam a prova as habilidades conquistadas com o decorrer do game.

E para arrematar temos os “Ativments” ou “Conquistas”, nas quais temos alguma bem inusitadas e outras bem complicadas.

Um outro ponto que sempre está presente em qualquer comentário (coerente) sobre a série, e que mais uma vez está presente como destaque, e que merece todos os elogios, é a parte artística.

Musica e efeitos sonoros muito bem trabalhados, dublagem magnifica, inclusive nos demais idiomas opcionais, todo um trabalho de adaptação e ambientação que presa por detalhes que enriquece de maneira magnifica a obra, e rende sempre merecidos elogios.

Por isso nem vou falar muito disso aqui, já que mostrar é mais prático e eficaz.

Concept art

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Screenshot Single player

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Screenshot Multplayer

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Vou sim chamar a atenção para melhoria gráfica conseguida principalmente no PC, que permite extrapolar as limitações dos consoles. Fato que além da pirataria, fez com que a versão de PC só chegasse bem depois da dos consoles, evitando a concorrência desleal do PC, principalmente nos EUA, onde ter um PC mais poderoso que um Xbox 360 ou um Playstation 3 é fácil e barato, sem falar que o Directx 10 da todo um brilho nas versões de PC.

Texturas detalhadas, personagens bem trabalhados e muito bem animados, detalhes que são sempre economizados no gênero Sandbox, dada a seus cenários enormes e cheios de vida, que consomem muito processamento e judiam das maquinas.

Ezio - detalhe do personagem

Por isso quando vemos tamanha riqueza de detalhes nos cenários e personagens de um Sandbox ficamos maravilhados, principalmente quando no jogo anterior já se tinha avançado tanto.

Pois bem, para evitar spoilers e deixar um tanto mais de descobertas e deslumbres das muitas facetas desta, que é uma das melhores obras de ficção científica, romance histórico e espionagem moderna que temos no mundo dos games, é que termino aqui o meu review.

Concluo dizendo que definitivamente Assassin’s Creed merece o selo de classificação “Mature”, pois o conceito de bem e mau, certo e errado, santo e pecador que a sociedade do politicamente correto tenta imprimir nas obras para crianças e adolescentes, não está presente. Aqui temos uma bela dose de realidade, mesmo sendo uma obra de ficção, pois em Assassin’s Creed a sociedade e o ser humano é mostrado como ele é.

Nada é verdade, e tudo está permitido.

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